História da Borralha
A história da Borralha está profundamente ligada à mineração de tungsténio em Portugal e começa no início do século XX. Em 1902 é atribuída a concessão mineira, dando início a um ciclo de desenvolvimento que viria a marcar a economia local e nacional.
A exploração organizada arranca em 1903 e, poucos anos depois, em 1910, a Borralha já era reconhecida como a maior fonte de volfrâmio do país. Ao longo das décadas seguintes, a mina assumiu um papel central no fornecimento deste material, especialmente em períodos de maior procura internacional.
A atividade decorreu de forma continuada até 1985, com dois períodos de interrupção. O primeiro ocorreu entre 1944 e 1946, por imposição legal. O segundo teve lugar entre 1958 e 1962, associado a constrangimentos económicos e de mercado












A atividade decorreu de forma continuada até 1985, com dois períodos de interrupção. O primeiro ocorreu entre 1944 e 1946, por imposição legal. O segundo teve lugar entre 1958 e 1962, associado a constrangimentos económicos e de mercado.
Durante este período, a produção acumulada de concentrados é estimada em cerca de 18 500 toneladas, atingindo o seu pico anual em 1955. A mina empregou gerações de trabalhadores e moldou profundamente a paisagem, a organização social e a identidade da Borralha.


Esta herança histórica constitui hoje um elemento central da identidade local e um ponto de partida para uma abordagem que conjuga memória, valorização patrimonial e futuro.
Ao longo deste percurso, a Borralha moldou a paisagem, a economia local e a vida das famílias, deixando um património material e documental que hoje constitui parte essencial da identidade da região.


Museu e Legado
A Borralha já dispõe de um polo museológico dedicado à sua memória, o Ecomuseu de Barroso - Centro Interpretativo das Minas da Borralha, criado em 2015 para preservar a história local e valorizar o património associado à atividade mineira.
O Projeto Mina da Borralha prevê a reestruturação e valorização deste ecomuseu, com a recuperação de edifícios e estruturas históricas, a melhoria dos percursos interpretativos e o reforço da programação educativa e cultural, garantindo que a memória da Borralha permanece viva e acessível à comunidade e aos visitantes.
Para além da valorização do património histórico, o projeto integra uma visão de longo prazo para o território. Está prevista a criação de um parque ambiental, pensado como espaço público qualificado, de fruição comunitária e de integração paisagística, que permanecerá como legado duradouro após o término da atividade.












Ao longo de todo o ciclo do projeto, antes, durante e após a atividade, a Mina da Borralha compromete-se a apoiar a dinamização do território, contribuindo para o desenvolvimento local, a criação de oportunidades económicas complementares e a valorização das pessoas que vivem na região.
O legado do projeto é entendido como um processo contínuo e partilhado, que assegura que a Borralha beneficia da atividade mineira no presente e no futuro, deixando infraestruturas, espaços e iniciativas que reforçam a qualidade de vida, a coesão social e a sustentabilidade do território.


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